É bonito de ver como a sabedoria tradicional
perpassa etnias e territórios, encontrando berço nas comunidades que vivem em
comunhão mais direta com a natureza. Elas, as mulheres, são raizeiras, tecelãs,
benzedeiras, artistas, pintoras, artesãs... são mães, curandeiras, cozinheiras,
cantadoras e tantos saberes outros que trespassam suas vivências.
As indígenas que extraem a tintura da própria natureza,
que passam umas nas outras. Sabemos ainda que as pinturas distintas ocorrem em
diferentes ocasiões: festas, rituais, celebrações, guerra. Cada acontecimento
exigia símbolos e traços específicos.
As maiores ocupações femininas ainda são a
cozinha e o artesanato. As mulheres se alternam entre tramar cestas de palha,
pinturas, confecção de cocares, brincos, bolsas e colares. Todas elas
expressavam a sua beleza usando acessórios cheios de cores, penas, sementes e a
indefectível pintura.
"Sou como o sol a brilhar em meio mata fechada escutando enfrentando rugidos ferozes mais não tenho medo de me intimidar trago na pele um sangue guerreiro impulsivo corajoso sem medo do perigo que tenho que enfrentar.sou mulher indígena mesmo como a lua aparecendo nua tenho um brilho a zelar com os olhos escuros como a noite um belo cabelo brilhar. A beleza está estampada em meu rosto com marcas e pinturas do meu povo irei levar aos quatros ventos a essência guerreira de sonhar a verdadeira maneira de amar a beleza sempre estará no fundo da mata. A tua espera para prestigiar a beleza da mulher indígena a te encantar."







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